Apple vai aumentar preços por causa de alta nos custos de chips

O CEO da Apple, Tim Cook, em entrevista ao Wall Street Journal, disse que os reajustes nos preços são inevitáveis

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Apple vai aumentar preços por causa de alta nos custos de chips
Apple vai aumentar preços por causa de alta nos custos de chips (Reprodução/Apple).

A Apple pretende aumentar os preços de seus produtos devido ao aumento dos custos com chips de memória. Tal confirmação vem do CEO da empresa, Tim Cook, em entrevista ao Wall Street Journal publicada nesta quarta-feira (17).

O executivo diz que, infelizmente, é inevitável o aumento dos preços. Ele afirma: “estamos fazendo o possível para mitigar os enormes aumentos que estão sendo repassados para nós e tentando proteger os nossos clientes desses aumentos, mas a situação se tornou insustentável”. 


<blockquote class="twitter-tweet"><p lang="en" dir="ltr">Exclusive: Apple plans to raise prices. CEO Tim Cook called the move &quot;unavoidable&quot; because the AI boom is driving up chip costs. <a href="https://t.co/Fw3Wm0WNEB">https://t.co/Fw3Wm0WNEB</a></p>&mdash; The Wall Street Journal (@WSJ) <a href="https://x.com/WSJ/status/2067351876899684785?ref_src=twsrc%5Etfw">June 17, 2026</a></blockquote> <script async src="https://platform.x.com/widgets.js" charset="utf-8"></script>

Post do Wall Street Journal sobre a notícia no X (Reprodução/X @WSJ).


Cook não detalhou sobre quando o aumento de preços vai ser aplicado e nem quais serão os produtos afetados.

De acordo com o Wall Street Journal, a Apple deve lançar o iPhone 18, o primeiro modelo dobrável da linha, em setembro.

Porém, a reportagem aponta que esse aumento pode provavelmente chegar antes, para modelos de Mac e iPad.

Conforme projeção da consultoria TechInsights feita ao Wall Street Journal, caso a fabricante decida manter a sua margem de lucro, o preço do iPhone 18 Pro subiria de US$ 1.099 para US$ 1.299.

A oferta de chips de memória tem diminuído no ritmo que fabricantes direcionam seus investimentos para a produção de chips mais avançados, voltados para data centers de inteligência artificial.

O CEO da Apple afirmou que os chips de armazenamento também são um problema, porém os chips de RAM (sigla em inglês para “memória de acesso aleatório”) são os que causam maior preocupação.

Segundo o g1, os chips de RAM guardam temporariamente os dados usados por um dispositivo. É a RAM que, quando um aplicativo no celular é aberto, mantém as informações necessárias para o programa rodar da forma correta.


<blockquote class="twitter-tweet"><p lang="pt" dir="ltr">Apple deve aumentar preços por conta de alta nos custos de chips, diz jornal <a href="https://t.co/mGFCPt3U1a">https://t.co/mGFCPt3U1a</a> <a href="https://x.com/hashtag/g1?src=hash&amp;ref_src=twsrc%5Etfw">#g1</a></p>&mdash; g1 (@g1) <a href="https://x.com/g1/status/2067536604000833652?ref_src=twsrc%5Etfw">June 18, 2026</a></blockquote> <script async src="https://platform.x.com/widgets.js" charset="utf-8"></script>

Post do g1 sobre a notícia no X (Reprodução/X @g1).


Tim Cook também disse que os fabricantes de memória repassam aumentos de preços exorbitantes e de ainda não ter visto um aumento de preços de matéria-prima como esse.

O empresário afirmou que “essa é uma enchente que acontece uma vez a cada cem anos” e que é preciso que os preços e a oferta de memória voltem a ter níveis razoáveis para os produtos de consumo. “Essa é a questão fundamental”, disse. 

O TecMundo aponta que a situação da Apple é a mesma enfrentada por outras empresas do ramo da tecnologia e que uma projeção recente da TrendForce prevê um aumento de quase 100% nos preços de chips DRAM no segundo trimestre de 2026. Mas fabricantes de componentes seguem impulsionando receita e lucro com a demanda excessiva por esses itens em data centers para inteligência artificial. 

A consultoria IDC, em projeção divulgada em fevereiro, disse que o mercado de smartphones deverá registrar a maior queda da história em 2026. A expectativa é de que fabricantes somem 1,1 bilhão de unidades vendidas pelo mundo todo este ano, ou seja, 12,9% menos do que em 2025. 

A consultoria afirmou ainda que a situação não deve melhorar até meados de 2027, e projetou que as vendas crescerão apenas 2% em 2027 e terão uma recuperação, com alta de 5,2%, em 2028.

 

Por Bernardo Barros, 18 de junho de 2026.

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