Rubio disse que EUA respeitarão autodeterminação da Groenlândia, afirma ministro da Dinamarca

SÃO PAULO, SP (FOLHAPRESS) - O secretário de Estado dos Estados Unidos, Marco Rubio, afirmou que os EUA irão respeitar a autodeterminação da Groenlândia, de acordo com o ministro das Relações Exteriores dinamarquês, Lars Lokke Rasmussen, após encontro dos dois em Bruxelas, nesta quinta-feira (3).
A reunião ocorreu após meses de tensão entre Washington e Copenhague devido às repetidas declarações do presidente dos EUA, Donald Trump, de que a Groenlândia -um território semiautônomo da Dinamarca- deveria se tornar parte dos Estados Unidos.
O vice-presidente dos EUA, J. D. Vance, visitou uma das bases militares norte-americanas mais estratégicas, localizada no norte da Groenlândia, na última sexta-feira (28). Na ocasião, acusou a Dinamarca de não fazer um bom trabalho para manter a ilha ártica segura. Ele sugeriu que os EUA protegeriam melhor o território.
A Otan deve dar mais atenção à situação no Ártico, e a responsabilidade de proteger a região cabe à aliança militar, afirmou Rasmussen.
A primeira-ministra dinamarquesa, Mette Frederiksen, que já afirmou que cabe ao povo da Groenlândia decidir seu próprio futuro, classificou a descrição de Vance sobre a Dinamarca como injusta.
As relações entre Groenlândia e Dinamarca têm enfrentado tensões após revelações recentes de maus-tratos históricos contra os groenlandeses durante o período colonial. No entanto, o interesse de Trump em controlar a Groenlândia, dentro de uma crescente disputa de influência no Ártico, levou a Dinamarca a acelerar os esforços para melhorar os laços com o território.
Menos de uma semana após a viagem do americano à ilha, Frederiksen fez sua primeira visita após a eleição do novo premiê groenlandês. Ela prometeu apoiar o território contra as repetidas declarações de Trump.
Rasmussen disse a jornalistas, após seu encontro com Rubio, que a Groenlândia não estava formalmente na pauta da reunião. No entanto, disse ter aproveitado a oportunidade para tratar do tema.
"Essas declarações do presidente dos EUA, com uma visão ou ambição de controlar a Groenlândia, são insustentáveis. Chegou a um ponto em que isso realmente desafia nossa soberania como reino", declarou.
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