Cientistas brasileiros ganham prêmio por estudo Alzheimer

Mar 23, 2026 - 15:14
Mar 23, 2026 - 15:47
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Cientistas brasileiros ganham prêmio por estudo Alzheimer

Dois pesquisadores brasileiros ganharam destaque internacional por avanços no estudo da doença de Alzheimer, uma das condições mais desafiadoras da medicina atual.

Mychael Lourenço, da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), e Wagner Brum, da Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS), foram reconhecidos por instituições internacionais por suas contribuições científicas.


Reconhecimento internacional

Lourenço recebeu o prêmio ALBA-Roche Prize for Excellence in Neuroscience Research, voltado a cientistas em meio de carreira com impacto relevante na área.

Já Wagner Brum foi escolhido como “One to Watch” pela Alzheimer’s Association, reconhecimento dado a jovens pesquisadores promissores.


Desafio global da doença

O Alzheimer ainda não possui cura e segue como um dos maiores desafios da ciência. A doença provoca, inicialmente, perda de memória recente e, com o tempo, compromete funções cognitivas, comunicação e até movimentos.

Estima-se que existam cerca de 40 milhões de pessoas com Alzheimer no mundo. No Brasil, esse número pode chegar a aproximadamente 2 milhões de casos.


Avanços nas pesquisas brasileiras

O professor Mychael Lourenço lidera estudos focados em entender como a doença se desenvolve no cérebro e por que algumas pessoas conseguem envelhecer sem sintomas.

Uma das linhas de pesquisa investiga o acúmulo de proteínas como a beta-amiloide e a tau, associadas ao Alzheimer, além de mecanismos naturais do organismo que poderiam evitar esse processo.

Outra frente importante é o diagnóstico precoce, buscando identificar a doença antes mesmo do surgimento dos sintomas.


Exame de sangue pode revolucionar diagnóstico

O pesquisador Wagner Brum tem se destacado pelo desenvolvimento de protocolos para exames de sangue capazes de identificar o Alzheimer.

O teste utiliza biomarcadores, como a proteína p-tau217, e pode indicar com precisão a presença da doença em muitos casos.

Embora já utilizado em países da Europa e nos Estados Unidos, o exame ainda é pouco acessível no Brasil.


Caminho até o SUS

O objetivo dos pesquisadores é tornar o diagnóstico mais acessível, inclusive no Sistema Único de Saúde (SUS).

Para isso, ainda são necessários estudos que comprovem a eficácia do exame em larga escala e seu impacto no tratamento dos pacientes.

Hoje, o diagnóstico do Alzheimer ainda depende principalmente de avaliação clínica e exames de imagem, que nem sempre são conclusivos.


Importância da ciência brasileira

O reconhecimento internacional reforça a relevância da produção científica nacional, mesmo diante de desafios como financiamento e acesso a tecnologia.

Os estudos contam com apoio de instituições como Faperj, Instituto Serrapilheira e Idor, e podem contribuir para avanços importantes no combate à doença.


O que esperar no futuro

Especialistas acreditam que o avanço no diagnóstico precoce pode ser a chave para controlar o Alzheimer antes que ele cause danos irreversíveis.

A expectativa é que novas descobertas permitam não apenas identificar a doença mais cedo, mas também desenvolver tratamentos mais eficazes.

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