México: morte do líder do Cartel de Jalisco ameaça sede do Mundial

A morte de Nemesio Oseguera Cervantes, conhecido como El Mencho, líder do poderoso Cartel Jalisco Nueva Generación (CJNG), abatido em uma operação do Exército Mexicano no último domingo (22 de fevereiro de 2026), em Tapalpa, Jalisco, desencadeou uma onda imediata de violência retaliatória que está gerando sérias preocupações sobre a segurança no país — especialmente com a Copa do Mundo de 2026 se aproximando.
O México sediará a abertura do Mundial e mais 12 jogos em cidades como Guadalajara (capital de Jalisco), Monterrey e Cidade do México. No entanto, nas últimas horas, a reação do cartel incluiu narcobloqueios — bloqueios de rodovias com veículos incendiados — registrados em pelo menos dez a 20 estados, conforme reportagens de veículos como CNN, BBC, Al Jazeera e fontes mexicanas.
A violência se espalhou rapidamente, com relatos de tiroteios, incêndios em estabelecimentos, saques e caos no Aeroporto Internacional de Guadalajara, onde passageiros entraram em pânico ao ouvir disparos e ver homens armados.
Como medida imediata, as autoridades suspenderam aulas presenciais em Jalisco, cancelaram voos e partidas de futebol locais, e o governo mobilizou milhares de soldados — incluindo 2.500 adicionais para Jalisco — para tentar conter os confrontos.
A Embaixada dos Estados Unidos emitiu alertas recomendando que cidadãos americanos se abriguem no local e evitem deslocamentos desnecessários.
Analistas e jornais destacam que a eliminação de El Mencho representa um golpe significativo ao narcotráfico, já que o CJNG é uma das organizações criminosas mais violentas e influentes do mundo, controlando rotas de drogas como fentanil, metanfetamina e cocaína.
No entanto, a morte do líder cria um vazio de poder que pode intensificar disputas internas pela sucessão, gerando mais confrontos nos próximos meses — um padrão já visto em eliminações anteriores de chefes de cartéis.
Nas redes sociais, cresce o clamor por parte de usuários e torcedores pedindo que a FIFA reavalie ou retire o México como sede, alegando falhas graves na garantia de segurança para turistas e eventos.
A imprensa mexicana reconhece o avanço contra o crime organizado, mas admite que a escalada atual mancha a imagem do país a poucos meses do torneio.
Recentemente, autoridades mexicanas já estavam em alerta máximo para a Copa, aumentando a vigilância contra infiltração de narcotraficantes estrangeiros — especialmente colombianos — disfarçados de torcedores.
O temor agora é que o caos se estenda além de Jalisco e afete diretamente visitantes internacionais e a realização dos jogos.
A situação permanece volátil, com autoridades afirmando que a maioria dos bloqueios já foi removida, mas a tensão continua elevada.
Fiquem atentos para atualizações — a segurança no Mundial pode ser um dos grandes desafios dos próximos meses.
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