Primeiro eclipse de 2026 está chegando
Eclipses são eventos astronômicos caracterizados pelo escurecimento total ou parcial de um astro por meio da interposição de um outro corpo celeste frente à fonte de luz. E o ano de 2026 traz quatro: dois do Sol e dois da Lua.
O primeiro deles está bem próximo de acontecer. Trata-se de um eclipse solar anular, que ocorre na terça-feira (17). Se fosse visível no Brasil, teríamos um belo “anel de fogo” no céu em pleno Carnaval – exatamente o que nos espera no ano que vem!
Sobre os eclipses solares:
- Um eclipse solar ocorre quando a Lua passa entre a Terra e o Sol, lançando uma sombra sobre determinada área do planeta e bloqueando total ou parcialmente a luz solar;
- Existem três tipos mais conhecidos desse fenômeno: parcial, anular e total;
- Há ainda um quarto padrão, mais raro, que praticamente mistura todos eles: o híbrido (como o que aconteceu em abril de 2023).

Onde o evento pode será visível
De acordo com a plataforma de climatologia e meteorologia espacial Time And Date, o eclipse da próxima terça será entre 06h56 e 11h27 (horário de Brasília), podendo ser observado no sul da África, sul da América do Sul, nos oceanos Pacífico, Atlântico e Índico, e na Antártica.
No entanto, apenas no céu do continente gelado é que será formado o “Anel de Fogo”, com a Lua se posicionando exatamente no meio do Sol, contornada por um círculo dourado perfeito. Nas demais localidades, o eclipse será parcial, com proporções variadas de cobertura do astro.

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Pouco mais de 2% da população mundial verá alguma parte do eclipse
Ao todo, cerca de 176 milhões de pessoas poderão ver ao menos alguma parte do eclipse, o que corresponde a aproximadamente 2,17% da população mundial. Desse total, cerca de 63 milhões de pessoas – ou 0,78% da população do planeta – terão a chance de observar pelo menos 10% do eclipse de forma parcial.
A área de visibilidade diminui conforme aumenta a porcentagem do fenômeno observável. Aproximadamente 17,6 milhões de pessoas (0,22% da população mundial) poderão acompanhar ao menos 20% do eclipse. Já para uma cobertura parcial de pelo menos 30%, o número cai para cerca de 2,28 milhões de pessoas, o equivalente a 0,03% da população global.

Para faixas superiores de visibilidade – como 40%, 50%, 60%, 70%, 80% ou 90% do eclipse – não foram apresentados números específicos na estimativa, assim como para as regiões que poderão observar a totalidade ou a anularidade do fenômeno.
Os cálculos consideram a população residente, em números inteiros, nas áreas onde o eclipse será visível. As estimativas foram feitas com base em dados brutos de população fornecidos pelo Centro de Informação de Ciências da Terra Internacional (CIESIN), da Universidade de Columbia, nos EUA, abrangendo projeções demográficas entre os anos 2000 e 2020.
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