Pouca gente sabe, mas cozinhar com gás pode afetar seus pulmões

Fev 9, 2026 - 14:40
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Pouca gente sabe, mas cozinhar com gás pode afetar seus pulmões

A escolha entre fogão a gás ou elétrico deixou de ser apenas uma questão de preferência ou economia e passou a envolver saúde e qualidade do ar dentro de casa. Estudos recentes mostram que a queima de gás natural e propano libera dióxido de nitrogênio (NO₂), um poluente associado a problemas respiratórios, piora da asma e aumento de inflamações pulmonares, o que tem impulsionado o interesse por fogões elétricos como alternativa mais segura.

Por que o fogão influencia tanto o ar dentro de casa?

Durante o preparo das refeições, o fogão costuma permanecer ligado por longos períodos, liberando gases diretamente no ambiente onde as pessoas circulam. Em cozinhas pequenas ou com pouca ventilação, esses poluentes se acumulam rapidamente.

Pesquisas realizadas por universidades como a de Stanford, indicam que a exposição ao NO₂ gerado por fogões a gás pode ser comparável à poluição encontrada em vias de tráfego intenso, o que evidencia a relevância desse fator no dia a dia doméstico.

Por que seguir com o gás se o fogão elétrico corta mais de 50% da poluição?
A preocupação em trocar para fogões elétricos decorre dos diversos efeitos do NO₂ – (Imagem gerada por inteligência artificial-ChatGPT/Olhar Digital)

Como a troca para fogões elétricos melhora a qualidade do ar?

Fogões elétricos e de indução funcionam sem chama aberta, eliminando a combustão de gás dentro da residência. Com isso, deixam de produzir NO₂ durante o uso, atacando a principal fonte desse poluente na cozinha.

Essa substituição traz impactos diretos, como:

  • Redução da concentração de NO₂ no ambiente interno.
  • Diminuição de picos de poluição durante o preparo dos alimentos.
  • Menor risco de irritações respiratórias e crises alérgicas.
  • Contribuição indireta ao clima, especialmente quando a energia elétrica vem de fontes renováveis.

Quais são os efeitos do NO₂ na saúde?

O dióxido de nitrogênio é conhecido por irritar as vias respiratórias e agravar doenças pré-existentes. Crianças, idosos e pessoas com asma ou bronquite estão entre os grupos mais sensíveis.

Estudos associam a exposição frequente ao NO₂ a aumento de crises asmáticas, maior suscetibilidade a infecções pulmonares, piora da função respiratória e possível relação com partos prematuros, tornando o controle desse poluente uma prioridade em ambientes fechados.

Por que seguir com o gás se o fogão elétrico corta mais de 50% da poluição?
A preocupação em trocar para fogões elétricos decorre dos diversos efeitos do NO₂ – (Imagem gerada por inteligência artificial-ChatGPT/Olhar Digital)

Quais opções elétricas ajudam a substituir o fogão a gás?

Atualmente, existem diversas alternativas que permitem reduzir ou eliminar a queima de gás na cozinha, facilitando uma transição gradual conforme a realidade de cada residência.

Entre as principais opções disponíveis, destacam-se:

  • Fogões elétricos com resistência, modelos tradicionais de piso ou embutidos.
  • Cooktops de indução, mais eficientes e rápidos no aquecimento.
  • Placas de indução portáteis, ideais para uso complementar.
  • Eletrodomésticos auxiliares, como air fryer, panela elétrica, chaleira elétrica e slow cooker.

O que fazer se ainda for necessário usar fogão a gás?

Em locais onde a troca imediata não é possível, algumas medidas simples ajudam a reduzir a exposição aos poluentes gerados pela combustão.

Boas práticas incluem manter janelas abertas durante o uso, utilizar coifas com saída externa, diminuir o tempo de queimadores acesos, realizar manutenção periódica no fogão e, sempre que possível, alternar com aparelhos elétricos.

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