Ansiedade pode refletir emoções não resolvidas, diz psicólogo
Especialista alerta para impactos na qualidade de vida e saúde mental
A ansiedade tem se tornado cada vez mais presente na rotina dos brasileiros, impulsionada por fatores como excesso de informações, pressão social, uso intenso das redes sociais e dificuldades emocionais. Para o psicólogo Paulo Zago Neto, conhecido como Neto Zago, a ansiedade não deve ser vista apenas como um problema isolado, mas como um sinal de questões emocionais que ainda não foram resolvidas.
Segundo o especialista, sentimentos como medo, insegurança e preocupação costumam estar na base dos quadros de ansiedade, que podem comprometer diferentes áreas da vida quando não recebem atenção adequada.
“Gera grande preocupação quando a ansiedade compromete a qualidade de vida, mantendo a pessoa limitada, em alerta permanente e impedindo seu desenvolvimento profissional, sua produtividade e sua capacidade de se relacionar”, explica.
De acordo com Zago, quando os sintomas se intensificam, podem evoluir para transtornos mais graves, como transtorno de ansiedade generalizada e síndrome do pânico.
Brasil lidera ranking mundial
Dados da Organização Mundial da Saúde apontam que o Brasil possui a maior taxa de transtornos de ansiedade do mundo. Estima-se que cerca de 19,8 milhões de brasileiros convivam com o problema, o equivalente a 9,3% da população.
O índice é mais que o dobro da média global, estimada em 3,6%. As mulheres aparecem como o grupo mais afetado, seguidas pelos jovens entre 18 e 24 anos.
Rotina acelerada e excesso de estímulos
Para o psicólogo, a velocidade da vida moderna tem dificultado momentos de descanso, autocuidado e processamento emocional.
O especialista destaca ainda que o uso excessivo de smartphones e redes sociais contribui para que as pessoas permaneçam constantemente voltadas para estímulos externos, reduzindo o tempo dedicado ao autoconhecimento e ao desenvolvimento da inteligência emocional.
Busca por ajuda é fundamental
Neto Zago reforça a importância de procurar apoio psicológico ao perceber que a ansiedade começa a interferir na rotina.
Segundo ele, a intervenção precoce pode evitar o agravamento dos sintomas e reduzir os impactos na saúde mental e na qualidade de vida.
“Quanto mais cedo as pessoas buscam ajuda, menores são as chances de esse problema crescer e se transformar em algo ainda mais grave”, afirma.
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