Jornalista Caíque Verli morre aos 33 anos em Vitória ES

Profissional da TV Gazeta é encontrado sem vida em seu apartamento, comove colegas de redação e autoridades do Espírito Santo

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Jornalista Caíque Verli morre aos 33 anos em Vitória ES
Jornalista Caíque Verli | Reprodução/Instagram/agazetaes

O repórter Caíque Verli, de 33 anos, faleceu nesta quinta-feira (23), em seu apartamento localizado no bairro Jardim da Penha, em Vitória, porque sofreu complicações de saúde decorrentes de crises convulsivas, conforme apontaram as diligências policiais após colegas de emissora acionarem o socorro ao notarem sua ausência no trabalho.

Trabalho e partida

A redação da TV Gazeta foi tomada por profunda consternação nesta quinta-feira após a confirmação do falecimento do repórter Caíque Verli. O profissional, que morava sozinho em um apartamento na capital capixaba, não compareceu ao seu posto de trabalho no início da manhã, o que gerou imediata preocupação entre os colegas de emissora.

Diante da ausência injustificada e da falta de respostas às tentativas de contato, uma equipe formada por funcionários da emissora dirigiu-se até o endereço residencial do jornalista. Ao entrarem no imóvel, os colegas o encontraram caído no chão e acionaram imediatamente o Serviço de Atendimento Móvel de Urgência, que constatou o óbito no local.


TV Gazeta divulga nota de felecimento nas redes sociais (Foto/Reprodução/Instagram/@tvgazetaes)


As autoridades policiais e científicas realizaram os levantamentos necessários no endereço, indicando preliminarmente que a causa do falecimento está associada a motivos de saúde. Imagens de câmeras de segurança registraram que o repórter havia retornado sozinho para sua residência na tarde do dia anterior, sem indícios de violência ou de terceiros no local.


Histórico e saúde

Amigos e familiares destacaram que Caíque lidava com um quadro de saúde delicado nos últimos meses, caracterizado por episódios recorrentes de crises convulsivas. Para contornar a situação e manter a estabilidade, o jornalista havia iniciado um tratamento médico especializado e fazia uso regular de medicamentos prescritos.

Apesar dos cuidados adotados, a condição médica acabou se mostrando imprevisível, culminando nesta fatalidade que interrompeu de forma precoce uma trajetória de dedicação à informação. A emissora e pessoas próximas ressaltaram a coragem com que ele enfrentava os desafios pessoais sem descuidar de sua paixão pelo ofício de informar a sociedade.

A perda repentina gerou forte impacto em toda a imprensa capixaba, onde o comunicador era amplamente respeitado pela seriedade e pelo rigor técnico. Redações de diferentes veículos e órgãos públicos publicaram notas oficiais prestando solidariedade aos entes queridos e enaltecendo o legado deixado pelo repórter.


Legado e homenagens

Natural de Carangola, em Minas Gerais, Caíque construiu uma sólida carreira no Espírito Santo após se formar pela Universidade Federal de Viçosa e passar pelo Curso de Residência da Rede Gazeta. Ele se destacou na cobertura de segurança pública, conquistando o respeito de fontes oficiais e o carinho do público através de matérias marcadas pela sensibilidade humana.

Colegas de profissão lembraram com emoção da empatia que o repórter demonstrava ao relatar histórias difíceis, sempre priorizando o respeito à dor alheia e a ética profissional. Apresentadores e editores pontuaram que sua presença na redação era sinônimo de alegria, colaboração e incentivo constante para os novos profissionais da área.

Instituições como o Tribunal de Justiça e a Polícia Rodoviária Federal também manifestaram pesar, reforçando a importância da contribuição de Caíque para o jornalismo capixaba. Sua memória permanecerá viva entre aqueles que compartilharam o dia a dia das redações e o compromisso inegável com a verdade.

Por Weslley Alves | Publicado em 23 de Julho de 2026

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