Fábrica da Embraer em SP fecha acordos para expandir mercado de eVTOLs nos EUA e da Europa

Eve, empresa da de fabricação de eVTOL da Embraer, fecha acordos para até 46 aeronaves e amplia planos para mobilidade aérea no Brasil, EUA e Europa.

11 Setembro 2026 - 10:43
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Fábrica da Embraer em SP fecha acordos para expandir mercado de eVTOLs nos EUA e da Europa
evtol sobrevoando cidade

Por Simone Tagliani

A engenharia brasileira está prestes a dar um salto de modernidade. A Eve Air Mobility consolidou recentemente um importante acordo para expandir sua produção de eVTOL com foco em clientes da Suíça e dos Estados Unidos. A expectativa é que isso impulsione globalmente o mercado de aeronaves elétricas de pouso e decolagem vertical, popularmente conhecidas como carros voadores. Essa estratégia de engenharia e economia deve impactar a mobilidade nas grandes metrópoles nas próximas décadas. Saiba mais no artigo a seguir!

A expansão global dos eVTOLs

Antes de tudo, você precisa saber que os eVTOLs possuem um design que parece um meio-termo entre helicóptero e drone gigante, e foram projetados para transportar passageiros em trajetos curtos.

A Embraer planeja iniciar operação comercial em sua primeira fábrica da Eve em Taubaté, no interior de São Paulo, até o fim de 2028. Recentemente, a empresa firmou acordos, por exemplo, com a Moov, da Suíça, e a Shearwater Global Capital, norte-americana. Tais ações devem viabilizar a fabricação, comercialização e operação das aeronaves, além de estruturar linhas de leasing e financiamento aeronáutico.

Imagem meramente ilustrativa (inspiradas em divulgações da Eve) gerada em IA de Google Gemini

A presença no mercado estrangeiro é uma estratégia inteligente para superar a guerra de taxações internacionais e implantar a mobilidade aérea avançada em regiões desafiadoras, conectando ilhas, aeroportos, portos e resorts.

O novo polo industrial em Taubaté

Para atender toda a demanda aguardada pela Embraer, está sendo erguida uma megafábrica de aeronaves elétricas em Taubaté. Quando a unidade estiver em pleno funcionamento, terá capacidade máxima para produzir impressionantes 480 aeronaves por ano. Essa arquitetura foi desenhada em módulos independentes, pensando em uma produção escalonada, evoluindo de maneira progressiva e acompanhando o volume real de pedidos dos clientes.

A expansão dessa fábrica também será gradual, conforme a demanda do mercado, o ritmo de certificação e a capacidade de entrega. Ainda não há definições para instalação de eventuais futuras fábricas.

Como será o eVTOL da Embraer

O modelo de eVTOL da Embraer que será fabricado em São Paulo prevê uma configuração para cinco ocupantes, sendo um piloto e quatro passageiros. A autonomia deve ser de 100 quilômetros — suficiente para atender conexões entre diferentes pontos urbanos, em que a melhor alternativa hoje é utilizar transporte terrestre, reduzindo significativamente o tempo de viagens em determinados trajetos.

Os dois mercados mais prováveis para dar início às operações comerciais são o Brasil e os Estados Unidos. A Eve já acumula cerca de 3 mil cartas de intenção de compra de aeronaves. As projeções são de que, até 2045, haja uma frota ativa de 20 mil eVTOLs transportando mais de 3 bilhões de passageiros. Mas, antes, é preciso erguer toda a infraestrutura necessária para integrar o transporte aéreo nas cidades. Atualmente, o programa avança a passos firmes na fase de testes práticos.

O cronograma rumo à 2028

Para a arquitetura e o planejamento urbano, a chegada dessa tecnologia cria, sem dúvidas, muitos desafios. Afinal, um sistema de mobilidade aérea desse tipo, tão avançado, dependerá de infraestrutura adequada.

Centenas de engenheiros da Embraer trabalham para concluir campanhas rigorosas de testes de voo, incluindo testes de transição e reversão entre os modos de voo vertical e horizontal. Tudo precisa estar pronto o quanto antes para a obtenção de todas as certificações aeronáuticas necessárias para iniciar as operações comerciais até o final de 2028. Um dos principais marcos será a realização do primeiro voo completo de transição e reversão entre modos de voo.

Enquanto isso, a arquitetura das cidades do futuro está sendo redesenhada, unindo design industrial de ponta, sustentabilidade e inovação tecnológica em projetos que prometem transformar os céus do planeta. Fique ligado!

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Simone Tagliani

Graduada nos cursos de Arquitetura & Urbanismo e Letras Português; técnica em Publicidade; pós-graduada em Artes Visuais, Jornalismo Digital, Marketing Digital, Gestão de Projetos, Transformação Digital e Negócios; e proprietária da empresa Visual Ideias.

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