Paciente com câncer morre após realizar cirurgia por engano em SP

Erro médico em hospital de Campinas / SP leva paciente de 76 anos à morte três dias após procedimento trocado. Família busca justiça contra os culpados

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Paciente com câncer morre após realizar cirurgia por engano em SP
Jandira Marina Dias Braga morreu três dias após o procedimento | Reprodução/Instagram/@luizbacci

Mulher de 76 anos, em tratamento contra um câncer intestinal, faleceu três dias após passar por um procedimento cirúrgico incorreto. O caso trágico aconteceu em um hospital paulista, motivado por uma grave falha de identificação. Devido ao descuido, a idosa acabou sendo operada no lugar de outra internada, desenvolvendo severas complicações no período pós-operatório que resultaram em seu óbito prematuro.

A troca de pacientes

A confusão ocorreu dentro das instalações de um centro médico localizado na cidade de Campinas (SP). A paciente idosa já lutava contra um tumor no intestino e estava internada para dar continuidade ao seu tratamento de saúde.

Em um determinado momento, os profissionais da unidade buscaram e levaram a senhora para a sala de cirurgia. No entanto, a operação executada nela, na verdade, estava agendada para uma pessoa completamente diferente.

O terrível engano apenas foi notado pela equipe do hospital algum tempo mais tarde. Os funcionários constataram a falha quando perceberam que a verdadeira destinatária da intervenção médica continuava aguardando em seu quarto, sem sequer ter sido chamada.


Complicações e desfecho fatal

Parentes da vítima relataram que o estado de saúde da mulher despencou logo depois da saída do centro cirúrgico. O que deveria ser apenas mais uma etapa de seus cuidados transformou-se em um sofrimento irreversível.

Rapidamente, a paciente começou a apresentar sinais alarmantes de uma infecção severa. Devido à piora drástica e repentina em seu quadro clínico, os médicos precisaram transferi-la às pressas para a Unidade de Terapia Intensiva (UTI).


Hospital faz cirurgia em paciente errada em Campinas (Vídeo/Reprodução/Instagram/@g1.campinas)


Apesar dos esforços e recursos utilizados dentro da UTI, o organismo da idosa não resistiu aos danos gerados pela intervenção não programada. Ela acabou perdendo a vida três dias depois de ser operada por engano.

Respostas e busca por justiça

Diante da repercussão do caso, a direção da unidade hospitalar se pronunciou de forma oficial sobre o acontecimento. A instituição afirmou que avaliações técnicas internas concluíram que a operação equivocada não alterou o prognóstico original da doença da paciente.

Apesar dessa justificativa, o hospital admitiu publicamente a falha e abriu uma rigorosa sindicância interna para apuração. Como medida imediata, os colaboradores envolvidos diretamente no erro foram demitidos, e a administração garantiu ter reforçado todas as normas de segurança para identificação.

Inconformada com a perda dolorosa e com a negligência evidente no atendimento, a família da vítima já definiu os seus próximos passos. Os parentes recorrerão ao sistema judiciário para garantir que todas as responsabilidades sobre o caso sejam devidamente esclarecidas e punidas.

Por Weslley Alves | Publicado em 23 de Julho de 2026

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