Baleia-jubarte e filhote recém-nascido encantam biólogos no Rio

Imagens inéditas capturadas por biólogos da Uerj revelam os primeiros momentos de vida do animal ao lado da mãe em litoral da Zona Sul do Rio de Janeiro

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Baleia-jubarte e filhote recém-nascido encantam biólogos no Rio
Baleia-jubarte nada com filhote recém-nascido no Leblon | Reprodução/TV Globo

Pesquisadores do Laboratório de Mamíferos Aquáticos e Bioindicadores da Universidade do Estado do Rio de Janeiro registraram, na manhã desta quarta-feira, dia 5, uma cena extraordinária na Praia do Leblon, na Zona Sul fluminense. Durante um trabalho rotineiro de monitoramento no mar, a equipe flagrou uma imensa baleia-jubarte oferecendo suporte direto ao seu filhote recém-nascido, que possuía apenas cerca de dois dias de vida. O momento emocionante ocorreu enquanto a mãe auxiliava o pequeno cetáceo nos seus primeiros mergulhos e respirações na superfície, garantindo a adaptação biológica necessária para a sobrevivência da espécie durante sua temporada de reprodução na costa brasileira.

Apoio materno na superfície marinha

O registro visual obtido pelos cientistas é considerado extremamente valioso para a ciência e para o estudo do comportamento dos mamíferos marinhos. Nas imagens gravadas próximo à orla, é possível observar o cuidado atencioso da mãe ao empurrar delicadamente o bebê em direção ao ar. Como os filhotes nascem sem o domínio completo da flutuação e do controle respiratório, o auxílio da fêmea adulta torna-se indispensável nas primeiras horas de existência.

Especialistas do projeto ressaltam que presenciar um nascimento tão recente em uma área urbana movimentada representa um evento atípico e impressionante. O pequeno animal, medindo cerca de quatro metros de comprimento, ainda apresentava dobras na pele resultantes da posição no útero materno. Essas marcas físicas confirmam que o parto aconteceu há pouquíssimo tempo, reforçando a importância do litoral carioca como rota de passagem e descanso.


As imagens mostram a mãe dando apoio ao bebê (Vídeo/Reprodução/Instagram/@portalg1)


Durante o acompanhamento, os navegadores e pesquisadores mantiveram distância segura para evitar qualquer tipo de estresse ou perturbação aos animais. A presença da embarcação científica foi conduzida com extremo cuidado, permitindo a coleta de dados fundamentais sem interferir na dinâmica natural entre a mãe e seu recém-nascido.

Proteção necessária durante a migração

A passagem dessas majestosas criaturas pela costa do Estado do Rio de Janeiro ocorre anualmente entre os meses de inverno e primavera. As jubartes viajam milhares de quilômetros vindas da Antártida em busca de águas mais quentes e calmas para o acasalamento e a amamentação de seus descendentes. A região costeira oferece as condições ideais para que as mães consigam nutrir seus bebês com leite rico em gordura antes de iniciarem a jornada de retorno ao polo sul.

Apesar da beleza do espetáculo natural, biólogos alertam para os riscos enfrentados pelos animais em áreas próximas às praias da capital. O tráfego de embarcações motorizadas, a poluição por resíduos plásticos e a presença de redes de pesca acidentais constituem sérias ameaças à vida marinha. Por essa razão, o monitoramento contínuo feito pelas instituições acadêmicas cumpre papel vital na preservação e no mapeamento dessa espécie protegida por lei.

A população é orientada a admirar os animais à distância e a acionar imediatamente os órgãos ambientais caso perceba algum indivíduo em situação de encalhe ou perigo. O avistamento do filhote no Leblon renova as esperanças de conservação ambiental e reforça a necessidade de proteger o ecossistema marinho para as futuras gerações.

Por Weslley Alves | Publicado em 06 de Agosto de 2026

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