PF investiga corrupção e fraudes em contratos no Recife

Operação Check-in da PF e CGU apura suspeitas de corrupção, desvio de recursos e fraudes em contratos da Prefeitura do Recife.

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PF investiga corrupção e fraudes em contratos no Recife
Foto: Comunicação Social da Polícia Federal em Pernambuco

PF e CGU deflagram operação contra suspeita de corrupção e fraudes em contratos da Prefeitura do Recife

A Polícia Federal (PF), com apoio da Controladoria-Geral da União (CGU), deflagrou nesta terça-feira (2) a Operação Check-in, que investiga um suposto esquema de corrupção, desvio de recursos públicos e fraudes licitatórias envolvendo contratos celebrados com a Prefeitura do Recife.

Segundo a PF, as investigações tiveram início em 2026 após a apreensão de canhotos de cheques durante a Operação Firenze. A partir da análise do material, os investigadores identificaram indícios de pagamento de vantagens indevidas a um agente público da administração municipal por parte de uma empresa contratada pelo município.

As suspeitas estão relacionadas a contratos de terceirização de mão de obra executados no ano de 2020.

Contratos investigados movimentaram R$ 25,8 milhões

De acordo com a Polícia Federal, os pagamentos realizados pela Prefeitura do Recife à empresa investigada somaram aproximadamente R$ 25,8 milhões em 2020.

Desse valor, cerca de R$ 17 milhões teriam origem em recursos federais, o que motivou a atuação conjunta da PF e da Controladoria-Geral da União no caso.

Os investigadores também apontam que a empresa já mantinha contratos com a administração municipal em anos anteriores. Com isso, existe a possibilidade de que o período investigado seja ampliado, aumentando o potencial prejuízo aos cofres públicos.

Mandados foram cumpridos em três cidades pernambucanas

Durante a Operação Check-in, 32 policiais federais e dois auditores da CGU cumpriram oito mandados de busca e apreensão.

As ações ocorreram nos municípios de Recife, Jaboatão dos Guararapes e Cabo de Santo Agostinho, em Pernambuco.

O objetivo das diligências é reunir novos elementos que possam contribuir para o avanço das investigações e esclarecer a participação dos envolvidos no suposto esquema.

Crimes investigados

Conforme divulgado pela Polícia Federal, os investigados poderão responder pelos seguintes crimes:

  • Corrupção ativa;
  • Corrupção passiva;
  • Organização criminosa;
  • Fraude em licitação ou contrato administrativo;
  • Lavagem de capitais.

Até o momento, as autoridades não divulgaram os nomes dos investigados nem das empresas envolvidas.

Investigações continuam

A PF informou que as apurações seguem em andamento e que novas medidas poderão ser adotadas conforme o avanço das investigações.

A Operação Check-in integra os esforços dos órgãos de controle para combater irregularidades na aplicação de recursos públicos e garantir maior transparência na gestão de verbas federais e municipais.

Perguntas Frequentes

O que é a Operação Check-in?
É uma operação da Polícia Federal e da CGU que investiga suspeitas de corrupção, fraudes licitatórias e desvio de recursos públicos relacionados a contratos da Prefeitura do Recife.

Qual o valor dos contratos investigados?
Segundo a PF, os contratos somaram aproximadamente R$ 25,8 milhões em 2020.

Quanto desse valor era de recursos federais?
Cerca de R$ 17 milhões teriam sido custeados com verbas federais.

Onde foram cumpridos os mandados?
Nos municípios de Recife, Jaboatão dos Guararapes e Cabo de Santo Agostinho, em Pernambuco.

Quais crimes estão sendo investigados?
Corrupção ativa e passiva, organização criminosa, fraude em licitação ou contrato administrativo e lavagem de capitais.

Perguntas frequentes

É uma operação da Polícia Federal e da CGU que investiga suspeitas de corrupção e fraudes em contratos da Prefeitura do Recife.

A PF informou apenas que investiga agentes públicos e representantes de empresa contratada pelo município. Os nomes não foram divulgados.

Os contratos investigados movimentaram aproximadamente R$ 25,8 milhões em 2020.

Sim. Segundo a investigação, cerca de R$ 17 milhões dos contratos tiveram origem em verbas federais.

Não. A operação está em fase de investigação e os fatos ainda serão analisados pela Justiça.

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