Tribunal paulista barra nova tentativa de liberdade para Deolane Bezerra

Por unanimidade, desembargadores negam pedido da defesa para transferir a influenciadora digital da ala comum para prisão domiciliar ou sala especial

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Tribunal paulista barra nova tentativa de liberdade para Deolane Bezerra
Deolane Bezerra | Reprodução/Instagram/Deolane

Desembargadores da 16ª Câmara de Direito Criminal de São Paulo rejeitaram, neste sábado (18), um recente recurso protocolado pelos advogados de Deolane Bezerra. Decisão colegiada determinou que a famosa permaneça reclusa na ala feminina de Tupi Paulista, no interior do estado, onde cumpre prisão preventiva. A Justiça baseou a negativa no fato de a inscrição profissional dela na Ordem dos Advogados do Brasil estar suspensa, o que anula o direito automático a acomodações de Estado-Maior.

Estrutura prisional

Magistrados do Tribunal de Justiça avaliaram que as reclamações da defesa sobre o local atual são apenas insatisfações com o rigor natural do sistema de reclusão. Relatório oficial do caso apontou que a cela individual oferece condições adequadas de higiene, alimentação e salubridade para a detenta.

Dados da Secretaria da Administração Penitenciária revelam que o estado não possui fisicamente estruturas chamadas de Sala de Estado-Maior. Por esse motivo, o judiciário consolidou o entendimento de que pavilhões seguros e isolados cumprem a mesma função protetiva.

Atualmente, dezenas de outros advogados cumprem prisão preventiva em celas especiais espalhadas por unidades paulistas sem regalias extras. A direção do presídio de Tupi Paulista confirmou que Deolane conta com cama, mesa, ventilador e assistência médica regular.

Próximos passos

Representantes legais da influenciadora afirmaram que vão recorrer da decisão em instâncias superiores para tentar reverter a detenção. Advogados insistem que o ambiente possui falhas sanitárias graves que prejudicam a saúde e o bem-estar da cliente.

A entidade de classe dos advogados acompanhou o caso para verificar o cumprimento das garantias profissionais da classe, mas manteve o afastamento da licença de trabalho da influenciadora. A suspensão do registro ocorreu logo após a deflagração da operação policial que investiga o grupo.

Polícia Civil e Ministério Público mantêm o indiciamento da famosa por organização criminosa após rastreamento de movimentações financeiras suspeitas. Em depoimentos e manifestações, Deolane nega qualquer envolvimento com atividades ilícitas e afirma que sua riqueza provém de contratos publicitários legítimos.

Relembre a prisão da influenciadora

Investigações apontam que a advogada e influenciadora digital acabou detida em maio, durante uma grande ação da Polícia Civil e do Ministério Público de São Paulo. A operação, batizada de Vérnix, mirou um suposto esquema multimilionário que envolvia a exploração de jogos de azar e a ocultação de bens e valores de origem duvidosa.

Rastreamentos financeiros detalhados pelas autoridades indicaram que contas ligadas à famosa teriam sido utilizadas para movimentar quantias expressivas sem comprovação legal. A acusação central levanta a suspeita de que a estrutura de negócios e publicidade da influenciadora servia para mascarar recursos financeiros obtidos por meio de atividades de facções criminosas que atuam dentro e fora dos presídios.

Defesa da influenciadora tenta, desde os primeiros dias da detenção, obter o relaxamento da prisão preventiva ou a conversão para o regime domiciliar, alegando inocência e falta de provas sólidas. Contudo, os pedidos de liberdade foram sucessivamente negados pelas instâncias judiciais sob o argumento de que a manutenção do isolamento é necessária para garantir a ordem pública e o andamento das investigações.

Por Weslley Alves | Publicado em 18 de Julho de 2026

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