E-bike premium combina design futurista e sistema inovador de propulsão elétrica
A empresa Also apresentou a TM-B, uma bicicleta elétrica de alto padrão derivada de uma companhia criada a partir da Rivian, fabricante conhecida por seus veículos elétricos. O modelo foi avaliado em um teste prático realizado em Manhattan, nos Estados Unidos, destacando um sistema de transmissão diferente dos modelos tradicionais.
A novidade chega ao mercado com proposta de combinar desempenho, design futurista e soluções tecnológicas, mas enfrenta como principal obstáculo o preço elevado. A versão mais completa custa US$ 4.500 (acima de R$ 22 mil), valor que coloca a bicicleta entre as opções premium do segmento.
Durante a avaliação efetuada pela equipe do site Toms Guide, a TM-B chamou a atenção pela suspensão dupla, bateria removível com portas USB-C, iluminação inspirada nos veículos da Rivian e um sistema que separa o movimento dos pedais da força aplicada à roda traseira.
Nova proposta de mobilidade elétrica mistura bicicleta e tecnologia automotiva
A TM-B foi desenvolvida com duas configurações principais. A versão inicial conta com bateria de 538 Wh e autonomia estimada de até 60 milhas, enquanto a edição Performance traz uma bateria maior, de 808 Wh, capaz de alcançar até 100 milhas de alcance. Os dois modelos possuem suspensão, com diferenças nos componentes utilizados em cada opção.
O comprador pode escolher entre quadros pequenos ou grandes e personalizar detalhes como o canote do banco, disponível em diferentes cores. Também há acessórios opcionais, incluindo suporte traseiro, banco maior e pneus preparados para diferentes terrenos.
A empresa informa que pretende lançar novos itens para complementar a bicicleta, como banco para passageiro, suporte frontal e bolsas laterais. As primeiras entregas estavam previstas para agosto, após um cronograma inicial que indicava lançamento no primeiro semestre de 2026.
O visual é um dos principais diferenciais da TM-B. A estrutura central possui formato quadrado e abriga motor e bateria sob uma cobertura transparente, permitindo visualizar o funcionamento da correia do sistema de transmissão. A bateria pode ser retirada após a liberação eletrônica feita pelo painel central.
Além de alimentar a bicicleta, o componente também funciona como fonte externa de energia, graças a duas conexões USB-C. O painel circular instalado no centro do guidão exibe informações como velocidade, distância percorrida e o uso da bateria durante a frenagem regenerativa.
Outro recurso incorporado ao modelo são as luzes de direção dianteiras e traseiras. Apesar da presença dos indicadores, o desenho compacto dos conjuntos luminosos dificulta identificar com clareza para qual lado o ciclista pretende virar.
Os comandos foram distribuídos entre os dois lados do guidão. No lado direito fica o acelerador, enquanto o lado esquerdo reúne controles para navegação pelos menus. As setas de direção são acionadas pelos dedos indicadores, uma solução pouco comum em bicicletas elétricas.
Sistema de propulsão muda a forma tradicional de pedalar
O principal diferencial mecânico da TM-B está no funcionamento da transmissão. Ao contrário das bicicletas elétricas convencionais, em que a força aplicada pelo ciclista costuma estar diretamente ligada ao movimento da roda, o modelo transforma a pedalada em energia para recarregar a bateria.
A propulsão fica sob responsabilidade de um motor separado, que utiliza essa energia armazenada para movimentar a bicicleta. Segundo a avaliação realizada, o sistema permite dois estilos de condução: um semelhante ao funcionamento tradicional de uma bicicleta elétrica e outro que altera a assistência como se fossem marchas.
Na prática, o segundo modo exige mais participação do ciclista, mas entrega uma resposta mais direta aos comandos. O comportamento foi comparado pelo avaliador à diferença entre dirigir um veículo com câmbio manual e um automático.
A posição de pilotagem segue uma inspiração mais próxima das bicicletas de montanha, com guidão mais avançado e largo. O teste apontou que essa configuração pode causar desconforto para alguns usuários, principalmente pela pressão adicional nos ombros, tornando recomendável experimentar o modelo antes da compra.
A TM-B é classificada como uma bicicleta elétrica de Classe 3, com assistência até 28 milhas por hora. O acelerador manual consegue levar o veículo a até 20 milhas por hora onde esse recurso é permitido. Durante o teste, o modelo apresentou aceleração rápida e funcionamento suave.
Preço elevado coloca a TM-B em disputa com modelos premium
A avaliação concluiu que a bicicleta oferece uma experiência diferenciada, principalmente pela combinação de tecnologia, aparência futurista e características pouco comuns no segmento.
Apesar disso, o custo permanece como uma barreira para muitos consumidores. A versão Performance, avaliada em US$ 4.500, disputa espaço com outras bicicletas elétricas premium, como modelos da Gazelle e da Cannondale, embora esses concorrentes não tenham o mesmo foco visual futurista nem a mesma configuração de suspensão.
Mesmo com o valor elevado, a proposta da Also representa uma tentativa de explorar novos caminhos para o mercado de bicicletas elétricas, adicionando recursos inspirados no universo dos veículos elétricos avançados.
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