Trump defende IA sem restrições e faz novas ameaças ao Irã na ONU
O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, defendeu nesta terça-feira (22) o desenvolvimento da inteligência artificial (IA) sem limitações impostas por organismos internacionais e afirmou que Washington rejeita qualquer tentativa de criar um sistema global de controle sobre a tecnologia.
Durante seu discurso na 81ª Assembleia Geral das Nações Unidas, em Nova York, Trump classificou como “farsa” alguns dos alertas relacionados aos riscos da inteligência artificial e afirmou que prefere utilizar o termo “super inteligência” para se referir à tecnologia. A declaração fez parte de uma defesa mais ampla da liderança americana no setor.
Trump também afirmou que, durante seu governo, os Estados Unidos não aceitarão impostos globais. Segundo o presidente americano, a soberania e a liberdade do país não serão cedidas a estruturas internacionais.
Trump fala sobre inteligência artificial
Ao abordar a inteligência artificial, Trump afirmou que os Estados Unidos não pretendem limitar o crescimento da tecnologia.
O presidente americano também rejeitou o que chamou de tentativa de construção de um “esquema global” para controlar a IA. Para Trump, os Estados Unidos precisam manter a liderança no desenvolvimento tecnológico.
A posição apresentada pelo presidente ocorre em meio ao debate internacional sobre regulamentação, segurança e uso da inteligência artificial. Países e organizações internacionais discutem diferentes modelos para estabelecer regras para o desenvolvimento e a utilização da tecnologia.
Irã volta a ser tema central do discurso
Grande parte do discurso de Trump foi dedicada ao Irã e ao conflito envolvendo os dois países.
O presidente americano afirmou que Estados Unidos e Irã chegarão a um acordo, embora tenha indicado que isso poderá ocorrer somente depois das eleições de meio de mandato nos Estados Unidos.
Trump também afirmou que o fluxo de petróleo pelo Golfo Pérsico está maior do que em qualquer outro momento desde o início da guerra e destacou a importância estratégica do Estreito de Ormuz, uma das principais rotas internacionais para o transporte de petróleo.
Segundo Trump, a Marinha americana teria escoltado recentemente mais de 1 bilhão de barris de petróleo para fora do Estreito de Ormuz. Ele também afirmou que os Estados Unidos poderiam aumentar o fornecimento de petróleo aos países aliados.
As declarações ocorrem em um cenário de forte tensão no Oriente Médio e de impactos sobre o mercado internacional de energia.
Ameaça de uso da força
Trump voltou a criticar o governo iraniano e afirmou que os Estados Unidos poderão utilizar força militar para proteger seus interesses nacionais.
O presidente americano também defendeu as ações militares realizadas por seu governo e afirmou que os Estados Unidos possuem capacidade militar suficiente para enfrentar ameaças.
Durante o discurso, Trump apresentou uma série de afirmações sobre as ações americanas contra o Irã e sobre a situação no Oriente Médio. Algumas dessas declarações fazem parte da narrativa apresentada pelo próprio governo americano e não foram detalhadas de forma independente durante o discurso.
Trump também pediu que outros países aumentem a pressão econômica sobre Teerã. Em seu discurso, defendeu o isolamento econômico do Irã e voltou a associar o governo iraniano a ameaças à segurança internacional.
Rússia e Ucrânia
Ao falar sobre a guerra entre Rússia e Ucrânia, Trump afirmou que o conflito será resolvido “antes do que se imagina”.
O presidente americano voltou a defender uma solução diplomática para a guerra e afirmou que continua trabalhando para buscar um acordo.
A guerra entre Rússia e Ucrânia, no entanto, permanece sem uma solução definitiva, apesar das iniciativas diplomáticas conduzidas pelo governo americano.
Trump também voltou a criticar o Tribunal Penal Internacional (TPI) e pediu que países aliados deixem de apoiar a instituição, que ele classificou como anti-americana.
Estados Unidos ampliam presença na Groenlândia
Outro tema abordado pelo presidente americano foi a Groenlândia.
Trump afirmou que os Estados Unidos pretendem construir duas novas bases militares na ilha, dentro de um acordo envolvendo Washington, Dinamarca e autoridades da Groenlândia.
Mais tarde, nesta terça-feira, Trump assinou com representantes da Dinamarca e da Groenlândia um acordo de segurança destinado a ampliar a presença militar americana no território e fortalecer a segurança no Ártico. O acordo prevê, entre outras medidas, a expansão de instalações militares americanas e novas áreas de defesa.
A Groenlândia continua sendo um território autônomo do Reino da Dinamarca, apesar das discussões sobre seu futuro político e do interesse estratégico demonstrado pelos Estados Unidos.
Discurso reúne temas de política externa
O pronunciamento de Trump na Assembleia Geral da ONU reuniu temas como inteligência artificial, segurança internacional, guerra no Oriente Médio, conflito entre Rússia e Ucrânia, energia e presença militar americana no Ártico.
O presidente apresentou as ações de seu governo como parte de uma estratégia de fortalecimento da posição dos Estados Unidos no cenário internacional.
O discurso ocorreu no primeiro dia do debate geral da 81ª sessão da Assembleia Geral da ONU, realizada em Nova York entre 22 e 28 de setembro.
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