Santos é condenado a pagar mais de R$ 18 milhões ao Cuiabá

23 Setembro 2026 - 20:08
Atualizada: 2 Horas Atrás
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Santos é condenado a pagar mais de R$ 18 milhões ao Cuiabá

O Santos foi condenado pela Câmara Nacional de Resolução de Disputas (CNRD) da Confederação Brasileira de Futebol (CBF) a pagar mais de R$ 18,6 milhões ao Cuiabá. A decisão foi divulgada nesta quarta-feira (23) e envolve valores relacionados à negociação do zagueiro Joaquim, realizada em 2023.

O valor determinado pela CNRD é de R$ 18.616.377,46. A cobrança está relacionada tanto à transferência do jogador para o Santos quanto à posterior negociação do atleta com o Tigres, do México.

Dívida envolve transferência de Joaquim

Joaquim deixou o Cuiabá em 2023 para defender o Santos. Posteriormente, o zagueiro foi negociado pelo clube paulista com o Tigres, onde permanece atualmente.

Segundo o Cuiabá, a última parcela originalmente prevista na negociação venceu em janeiro de 2025. O clube mato-grossense afirma que aceitou uma renegociação e abriu mão de parte do valor que tinha a receber, mas que o Santos teria quitado apenas uma das cinco novas parcelas estabelecidas.

Diante do não pagamento integral, o Cuiabá levou a questão à CNRD, órgão responsável por solucionar disputas relacionadas ao futebol brasileiro.

Cuiabá cobra pagamento imediato

Após a decisão, o Cuiabá publicou um comunicado cobrando o pagamento da dívida.

O clube afirmou que não pretende aceitar novos adiamentos e criticou a utilização de recursos processuais que, segundo sua manifestação, possam prolongar o prazo para o recebimento dos valores.

A diretoria do Cuiabá também afirmou que possui outras pendências financeiras envolvendo clubes brasileiros.

Clube cita Corinthians, Grêmio e Sport

Na mesma manifestação, o Cuiabá mencionou dívidas relacionadas a outros clubes do futebol brasileiro, incluindo Corinthians, Grêmio e Sport.

Em relação ao Corinthians, o clube mato-grossense afirmou que uma parcela referente à venda do volante Raniele estaria vencida. O negócio já teria sido incluído em um plano coletivo da CNRD.

O presidente do Cuiabá, Cristiano Dresch, também fez críticas públicas à situação financeira de outros clubes, incluindo Santos e Vasco.

Santos critica exposição do caso

Em comunicado oficial, o Santos contestou a forma como o Cuiabá tornou pública a disputa.

O clube paulista afirmou que a exposição do caso não contribui para a resolução da questão e defendeu a preservação das relações institucionais entre as equipes.

Segundo o Santos, a manutenção do diálogo entre os clubes é importante para a busca de soluções para questões financeiras e para o futebol brasileiro.

Situação financeira preocupa o Santos

A nova cobrança ocorre em um momento de dificuldades financeiras para o Santos.

Segundo o parecer do Conselho Fiscal do clube, o Santos encerrou o primeiro semestre de 2026 com um déficit acumulado de R$ 119,7 milhões.

O documento também aponta que a dívida total do clube chegou a aproximadamente R$ 1,24 bilhão até junho.

Receitas ficaram acima do previsto, mas despesas também aumentaram

Os números apresentados pelo clube mostram que o Santos teve receitas superiores às inicialmente projetadas para o primeiro semestre.

A previsão era de aproximadamente R$ 91,4 milhões, mas as receitas chegaram a R$ 126,4 milhões.

O problema, segundo o balancete, foi o aumento das despesas. Os custos previstos em cerca de R$ 108 milhões alcançaram aproximadamente R$ 165 milhões no período.

O resultado ampliou o déficit financeiro e aumenta a pressão sobre a administração santista para equilibrar as contas.

Nova dívida aumenta pressão sobre o clube

A decisão da CNRD acrescenta uma nova obrigação financeira relevante ao Santos em um momento de elevado endividamento.

O pagamento dos R$ 18,6 milhões ao Cuiabá deverá seguir os trâmites determinados pela entidade responsável pela resolução da disputa. Eventuais medidas relacionadas ao cumprimento da decisão dependerão dos procedimentos previstos no regulamento da CNRD.

Enquanto isso, o Santos terá de administrar a nova cobrança paralelamente às demais obrigações financeiras acumuladas pelo clube.

A situação evidencia o desafio enfrentado pela diretoria para conciliar os compromissos financeiros, os investimentos no futebol e a necessidade de reduzir o passivo acumulado nos últimos anos.

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