Lula mira 4º mandato com promessa de ‘brigar’ por emendas e proteger terras raras dos EUA e China
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) foi oficializado neste domingo (02) como candidato a Presidência do Brasil. O mandatário vai concorrer pela sétima vez e busca o quarto mandato. “
A minha quarta Presidência é pra mudar muita coisa nesse País. Vai ter briga com emenda parlamentar. Vai ter briga com o papel que tem hoje o Poder Legislativo”, discursou a apoiadores reunidos na Zona Norte de São Paulo.
Um vitória de Lula nas eleições de 2026 faria ele chegar a 16 anos no cargo, ficando atrás apenas de Getúlio Vargas, que governou o Brasil por pouco mais de 18 anos, mas só foi eleito pelo voto direto uma vez.
Durante convenção, o presidente tocou em assuntos presentes na pauta no Pais, como: segurança da mulher, Terras Raras e aumento do investimento da defesa do Brasil. Segundo ele, “tem muita gente metendo o dedo no nosso nariz”.
“Essas terras raras, nem chinês, nem americano, nem francês, vão meter o dedo nas nossas terras raras. Eu quero estar preparado para ninguém invadir esse País para levar esse presidente, como eles invadiram (a Venezuela). Eu quero estar preparado para a paz, não para a guerra. Eu quero estar preparado para ninguém ousar se fazer de besta com a gente”, discursou Lula.
Além de críticas a interferência externa, o presidente também se disse descontente com o rumo das coisas no Brasil, dizendo que o Poder Executivo perdeu força. “Eu não posso permitir que o presidente da República vá perdendo os seus direitos. Vai perdendo o direito de criar agência, de indicar ministro da Suprema Corte… Ou seja, daqui a pouco, qual é o direto que tem o presidente da República? Nenhum!”
Lula rometeu “brigar” com os parlamentares por causa de emendas parlamentares. O petista criticou uma “inversão” no Orçamento, em que deputados podem indicar bilhões enquanto o Poder Executivo tem que fazer cortes milionários em programas de saúde e educação. Ele prometeu até mesmo vetar uma indicação de emendas do líder do governo no Congresso, Randolfe Rodrigues (PT-AP).
Segurança da mulher

No começo do discurso, Lula quebrou o protocolo e deu a palavra para Janja, sua esposa, e se desculpou pelo fato do partido não ter escolhido nenhuma mulher para discursar na convenção.
“Não é possível que a gente tenha esquecido de no principal evento da nossa campanha, não ter colocado uma mulher para falar. Como a minha querida companheira Janja não estava no script, não está na agenda de ninguém, eu quero que ela fale para as mulheres aqui”, disse Lula.
Janja então assumiu o microfone, afirmando que as mulheres serão importantes para que Lula ganhe essa eleição:
“Eu tenho certeza absoluta, presidente, que somos nós, mulheres, que nós que labutamos todo dia, levantamos fazendo a marmita do nosso marido, levando nossos filhos para a escola, trabalhando de sol a sol, pegando transporte coletivo, chegando em casa 10 horas da noite, limpando a casa. Somos nós, mulheres, que vamos eleger você novamente”.
Lula destacou que a seguraça da mulher será uma das prioridades da sua campanha para reeleição. “O cara tem que escolher: ou ele vota em mim ou ele bate na mulher. Eu quero criar uma sociedade de respeito, de compartilhamento, em que as pessoas vivam em harmonia. A luta contra a violência contra as mulheres, não é só das mulheres, é de nós homens, que somos os violentos, que achamos que somos os donos delas”.
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