Fiocruz alerta para aumento de vírus respiratórios no Brasil

08 Outubro 2026 - 19:49
Atualizada: 1 Hora Atrás
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Fiocruz alerta para aumento de vírus respiratórios no Brasil

A circulação de vírus respiratórios continua exigindo atenção no Brasil. Segundo o boletim semanal InfoGripe, divulgado nesta quinta-feira (8) pela Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz), há tendência de aumento dos casos de Síndrome Respiratória Aguda Grave (SRAG) associados ao rinovírus, ao metapneumovírus e ao Sars-CoV-2 em nível nacional.

Apesar dessa tendência, os novos casos semanais de SRAG relacionados à covid-19 permanecem em níveis baixos no país. Os pesquisadores, porém, reforçam a importância de manter a vacinação atualizada, especialmente entre os grupos prioritários.

Fiocruz recomenda atenção à vacinação

A Fiocruz orienta que as pessoas dos grupos prioritários verifiquem se estão com a vacinação contra a covid-19 em dia.

Para as gestantes, os pesquisadores também destacam a importância da imunização contra o vírus sincicial respiratório (VSR), que pode provocar complicações respiratórias, sobretudo em bebês.

O boletim aponta um leve sinal de retomada do crescimento dos casos de SRAG entre crianças e adolescentes de 2 a 14 anos. Nas demais faixas etárias, o cenário nacional indica estabilidade.

Ao mesmo tempo, os registros de SRAG associados ao VSR e à influenza B apresentam tendência de queda. As hospitalizações relacionadas à influenza A permanecem estáveis, em níveis baixos de incidência.

Alagoas, Roraima e Sergipe estão em alerta

O levantamento também identifica situações que exigem atenção em alguns estados. Alagoas, Roraima e Sergipe apresentam incidência de SRAG em níveis de alerta, risco ou alto risco nas últimas duas semanas, com sinais de crescimento ao longo das últimas seis semanas.

Nesses locais, o aumento ocorre principalmente entre crianças e adolescentes.

Em Alagoas e Sergipe, o crescimento dos casos está associado ao metapneumovírus. Em Roraima, ainda não há dados suficientes para determinar qual vírus está relacionado ao aumento das ocorrências.

Outros cinco estados apresentam incidência de SRAG em níveis de alerta, risco ou alto risco, mas sem indicação de crescimento na tendência de longo prazo: Maranhão, Mato Grosso, Mato Grosso do Sul, Rio Grande do Sul e Santa Catarina.

Cinco capitais apresentam níveis de alerta

Entre as capitais brasileiras, cinco registraram atividade de SRAG em níveis de alerta, risco ou alto risco nas duas semanas analisadas pelo boletim:

  • Aracaju (SE);

  • Porto Alegre (RS);

  • Rio Branco (AC);

  • São Luís (MA);

  • Vitória (ES).

A classificação considera os níveis de atividade da síndrome respiratória grave observados no período.

Crianças pequenas e idosos exigem atenção

Os dados de incidência e mortalidade das últimas oito semanas epidemiológicas indicam maior impacto da SRAG nos extremos das faixas etárias.

A incidência da síndrome é mais elevada entre crianças com até 2 anos de idade. Já a mortalidade apresenta impacto maior na população com 65 anos ou mais.

Esses resultados reforçam a importância de observar os sintomas respiratórios, buscar atendimento médico diante de sinais de agravamento e manter as medidas de prevenção recomendadas pelos profissionais de saúde.

O que é a SRAG?

A Síndrome Respiratória Aguda Grave é uma condição que pode provocar comprometimento importante da respiração e necessidade de hospitalização. Ela pode ser causada por diferentes agentes infecciosos, incluindo vírus como influenza, coronavírus, rinovírus, metapneumovírus e VSR.

O InfoGripe acompanha os casos de SRAG no país para identificar tendências, regiões com maior incidência e grupos populacionais mais afetados. As informações ajudam as autoridades de saúde a monitorar a circulação dos vírus e orientar ações de prevenção e assistência.

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